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MOÇAMBIQUE
MOÇAMBIQUE

 

Conheça mais

Moçambique é um país na costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Tanzânia, a noroeste pelo Malawi e Zâmbia, a oeste pelo Zimbabwe e a leste pelo Canal de Moçambique e Oceano Índico, a sul e sudoeste pela África do Sul e Suazilândia. No Canal de Moçambique, tem vários vizinhos, as Comores, Madagáscar, a coletividade departamental francesa de Mayotte, o departamento francês da Reunião, e as ilhas Juan de Nova, Bassas da Índia e Ilha Europa do distrito Ilhas Esparsas das Terras Austrais e Antárticas Francesas.

Esta antiga colónia e província ultramarina de Portugal, teve a sua independência a 25 de junho de 1975. Faz parte da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), da SADC, da Commonwealth, da Organização da Conferência Islâmica e da ONU. Sua capital e maior cidade é Maputo.

 

[editar] História

Igreja de S. António, na Ilha de Moçambique.

A história de Moçambique encontra-se documentada pelo menos a partir do século X, quando um estudioso viajante árabe, Al-Masudi, descreveu uma importante atividade comercial entre as nações da região do Golfo Pérsico e os "Zanj" da "Bilad as Sofala", que incluía grande parte da costa norte e centro do atual Moçambique.

No entanto, vários achados arqueológicos permitem caracterizar a "pré-história" do país (antes da escrita). Provavelmente o evento mais importante dessa pré-história seja a fixação nesta região dos povos bantus que, não só eram agricultores, mas introduziram a metalurgia do ferro, entre os séculos I e IV.

Entre os séculos X e XIX existiram no território que atualmente é Moçambique vários estados bantus, o mais conhecido foi o império dos Mwenemutapas (ou Monomotapa).

A penetração portuguesa em Moçambique, iniciada no início do século XVI[4], só em 1885 — com a partilha de África pelas potências europeias durante a Conferência de Berlim — se transformou numa ocupação militar, com a submissão total dos estados ali existentes, levando, no início do século XX, a uma verdadeira administração colonial.

Vista panorâmica da cidade de Maputo.

Depois de uma guerra de libertação que durou cerca de 10 anos, Moçambique tornou-se independente em 25 de Junho de 1975, na sequência da Revolução dos Cravos, a seguir à qual o governo português assinou com a Frelimo os Acordos de Lusaka. Após a independência, com a denominação de República Popular de Moçambique, foi instituído no país um regime socialista de partido único, cuja base de sustentação política e económica se viria a degradar progressivamente até à abertura feita nos anos de 1986-1987, quando foram assinados acordos com o Banco Mundial e FMI. A abertura do regime foi ditada pela crise económica em que o país se encontrava, pelo desencanto popular com as políticas de cunho socialista e pelas consequências insuportáveis da guerra civil que o país atravessou entre 1976 e 1992.

Na sequência do Acordo Geral de Paz, assinado entre os presidentes de Moçambique e da Renamo, o país assumiu o pluripartidarismo, tendo tido as primeiras eleições com a participação de vários partidos em 1994.

Para além de membro da ONU, da União Africana e da Commonwealth, Moçambique é igualmente membro fundador da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral) e, desde 1996, da Organização da Conferência Islâmica.

[editar] Geografia

Imagem de satélite de Moçambique.

Moçambique está situado na costa oriental da África Austral, limitado a norte pela Tanzânia, a noroeste pela Zâmbia e Malawi, a oeste pela Suazilândia e pelo Zimbabwe, a sul e oeste pela África do Sul e a leste pelo Canal de Moçambique.

A metade norte (a norte do rio Zambeze) é um grande planalto, com uma pequena planície costeira bordejada de recifes de coral e, no interior, limita com maciços montanhosos pertencentes ao sistema do Grande Vale do Rift. A metade sul é caracterizada por uma larga planície costeira de aluvião, coberta por savanas e cortada pelos vales de vários rios, entre os quais o mais importante é o rio Limpopo.

[editar] Clima

Costa moçambicana do Lago Niassa.

O clima do país é húmido e tropical com estações secas de Junho à Setembro. As temperaturas médias em Maputo variam entre os 13-24 °C em Julho a 22-31 °C em Fevereiro. O clima é tropical, influenciado pelo regime de monções do Índico e pela corrente quente do canal de Moçambique.

A estação das chuvas ocorre entre Outubro e Abril. A precipitação média nas montanhas ultrapassa os 2000 mm. A humidade relativa é elevada situando-se entre 70 a 80%, embora os valores diários cheguem a oscilar entre 10 e 90%. As temperaturas médias variam entre 20 °C no Sul e 26 °C no norte, sendo os valores mais elevados durante a época das chuvas.

[editar] Demografia

Evolução da população entre 1961 e 2003.

Moçambique tem uma população de 20 579 265 de acordo com o censo de 2007[5], o que representa um aumento de 27,8% em relação aos 16 099 246 enumerados no censo de 1997. Ainda segundo o censo de 2007, a população urbana totalizava 6 282 632, equivalendo a 30% do total; e a taxa de masculinidade era de 48,7 como resultado de um total de 9 897 116 homens e 10 682 149 mulheres.

30% da população concentra-se nas cidades, e a restante nos campos. As principais cidades são Maputo (1 178 116 habitantes), Matola (671 556) e Beira (431 583).

Antes da independência (1975), a população total de Moçambique passou de 6 603 651, em 1960, para 8 168 933, em 1970.

Em 1960, a população branca era de 97 268 pessoas. Em 1975 viviam em Moçambique cerca de 200 mil portugueses, na sua maioria ligados ao funcionalismo público, empresas portuguesas e internacionais, mas também à agricultura e pequeno comércio. A comunidade indiana, em 1975, ligada ao comércio calcula-se que fossem entre 20 e 30 000 habitantes.

Por alturas da independência existia uma pequena comunidade chinesa de cerca de 4000 pessoas, concentrada em Maputo e na Beira, dedicando-se sobretudo ao pequeno comércio. Os negros constituíam cerca de 98% da população. Os mestiços seriam cerca de 0,5% do total.

 

 Cidades mais populosas de Moçambique
 PosiçãoCidadeProvínciaPopulaçãoPosiçãoCidadeProvínciaPopulação

Maputo seen from southeast - October 2006.jpg
Maputo
Beira Airport DF-SD-01-01511.jpg
Beira
Nampulacathedral.JPG
Nampula

1 Maputo Cidade de Maputo 1 178 116 11 Gurué Zambézia 125 042
2 Matola Maputo 671 556 12 Maxixe Inhambane 119 868
3 Beira Sofala 431 583 13 Lichinga Niassa 109 839
4 Nampula Nampula 388 526 14 Pemba Cabo Delgado 108 737
5 Chimoio Manica 256 992 15 Angoche Nampula 93 777
6 Nacala Porto Nampula 224 553 16 Dondo Sofala 78 648
7 Quelimane Zambézia 188 964 17 Cuamba Niassa 73 268
8 Mocuba Zambézia 136 393 18 Montepuez Cabo Delgado 72 279
9 Tete Tete 129 316 19 Chókwè Gaza 63 695
10 Xai-Xai Gaza 127 366 20 Chibuto Gaza 59 165
Censo2007.

[editar] Política

Moçambique é uma república presidencialista cujo governo é formado pelo partido político com maioria parlamentar. As eleições são realizadas a cada cinco anos.

A Frelimo foi o movimento que lutou pela libertação desde o início da década de sessenta. Após a independência, passou a controlar exclusivamente o poder, aliada aos países do então "bloco socialista", e introduzindo um sistema político de partido único, até certo ponto semelhante ao práticado naqueles países.[6]. O regime provocou a hostilidade dos estados vizinhos segregacionistas existentes na altura, África do Sul e Rodésia, que apoiaram elementos brancos recolonizadores e guerrilhas internas. Esta situação viria a se transformar em uma guerra civil de 16 anos.

Samora Machel foi o primeiro presidente de Moçambique independente e ocupou este cargo até à sua morte em 1986. O seu sucessor, Joaquim Chissano, negociou o fim da guerra civil e introduziu um sistema multipartidário que integrou o principal movimento rebelde, a Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). Neste novo sistema, a Frelimo permaneceu no poder até os dias actuais, tendo ganho as eleições parlamentares realizadas em 1994, 1999, 2004 e 2009, mesmo com acusações de fraudes.[7]

Embora o regime prevalecendo em Moçambique desde inícios dos anos 1990 não acusasse o mesmo grau de autoritarismo como a sua congénere em Angola, evidenciou sempre défices democráticos que o sucessor de Joaquim Chissano, Armando Guebuza, tenta de certo modo colmatar dos anos 2000.[8]

[editar] Subdivisões

Moçambique está dividido em 11 províncias:

Mapa de Moçambique com as províncias numeradas
  1. (capital: );NiassaLichinga
  2. Cabo Delgado (capital: Pemba);
  3. Nampula (capital: Nampula);
  4. Zambézia (capital: Quelimane);
  5. Tete (capital: Tete);
  6. Manica (capital: Chimoio);
  7. Sofala (capital: Beira);
  8. Inhambane (capital: Inhambane);
  9. Gaza (capital: Xai-Xai);
  10. Maputo (capital: Matola);
  11. Cidade de Maputo (capital: Maputo)

As províncias estão divididas em 128 distritos, os distritos subdividem-se em 394 postos administrativos e estes em 1042 localidades, o nível mais baixo da administração local do Estado[9].

Em Moçambique foram criados até ao momento, 43 municípios, 10 dos quais em abril de 2008.

[editar] Economia

Cerca de 45% do território moçambicano tem potencial para agricultura, porém 80% dela é de subsistência. Há extração de madeira das florestas nativas. A reconstrução da economia (após o fim da guerra civil em 1992, e das enchentes de 2000) foi dificultada pela existência de minas terrestres não desativadas. O Produto interno bruto de Moçambique foi de US$ 3,6 bilhões em 2001. O país é membro da União Africana.

[editar] Principais produtos agrícolas

[editar] Pecuária

Barco pesqueiro ao largo da costa moçambicana.

[editar] Pesca

A cifra oficial de capturas era de 30,2 mil toneladas em 1996. O camarão é um dos principais produtos de exportação.

[editar] Minérios

Os principais recursos minerais incluem carvão, sal, grafite, bauxita, ouro, pedras preciosas e semipreciosas. Possui também reservas de gás natural e mármore.

[editar] Indústria

É pouco desenvolvida, mas autossuficiente em tabaco e bebidas (cerveja). No ano 2000, foi inaugurada uma fundição de alumínio que aumentou o PIB (Produto Interno Bruto) em 500%. Para atrair investimentos estrangeiros, o governo criou os "corredores de desenvolvimento" de Maputo, Beira e Nacala, com acesso rodoviário, suprimento de energia elétrica, e com ligação por ferrovia até aos países vizinhos.

[editar] Estradas e pontes

Moçambique é um País percorrido por uma extensão de 30 056 km de estrada. Este foi um dos sectores mais afectados durante a guerra civil, entretanto, nos últimos tempos está a reerguer-se.

Nos últimos anos, o Governo de Moçambique, com ajuda de seus parceiros, ciente de que as infra-estruturas rodoviárias são de extrema importância para o desenvolvimento de Moçambique tem estado a investir muito neste sector.

Através da ANE (Administração Nacional de Estradas) vários troços de estradas estão a ser construídos e reabilitados. A grande realização deste sector foi a construção da Ponte Armando Emílio Guebuza sobre o Rio Zambeze, que liga o sul/centro ao norte do País.

[editar] Turismo

O país tem um grande potencial turístico, destacando-se as praias e zonas propícias ao mergulho nos seus mais de dois mil quilómetros de litoral, e os parques e reservas da natureza no interior do país.

[editar] Cultura

Moçambique é reconhecido por seus artistas plásticos: escultores (principalmente da etnia Makonde) e pintores (inclusive em tecido, técnica batik). Artistas como Malangatana, Gemuce, Naguib, Ismael Abdula, Samat e Idasse destacam-se na área de pintura. A música vocal moçambicana também impressiona os visitantes. A timbila chope foi considerada Património Mundial.

[editar] Línguas

Mulheres moçambicanas a trabalhar na agricultura.

De acordo com o artigo 10 da nova Constituição , de 2004, "Na República de Moçambique, a língua portuguesa é a língua oficial". No entanto, consoante o Recenseamento Geral da População e Habitação, realizado em 1997, ela é língua materna de apenas 6% da população, número que, na cidade de Maputo, chega aos 25%, apesar de cerca de 40% dos moçambicanos terem declarado que a sabiam falar (em Maputo, 87%).

O artigo 9 da Constituição diz ainda: "O Estado valoriza as línguas nacionais como património cultural e educacional e promove o seu desenvolvimento e utilização crescente como línguas veiculares da nossa identidade". Em Moçambique foram identificadas diversas línguas nacionais, todas da grande família de línguas bantu, sendo as principais (de sul para norte): XiTsonga, XiChope, BiTonga, XiSena, XiShona, ciNyungwe, eChuwabo, eMacua, eKoti, eLomwe, ciNyanja, ciYao, XiMaconde e kiMwani.

Mercê da considerável comunidade asiática radicada em Moçambique, são também falados o urdu e o gujarati.

[editar] Culinária

Moçambique é reconhecido por seus dotes culinários. Tem muitos pratos típicos. A maioria são pratos principais. Aqui vem uma lista de alguns pratos:

     Arroz de Coco e Papaia

        Bifinhos com Caju

        Bolo Catembe

        Bolo de Caju e Batata

        Bolo de Castanha de Caju

        Bolo de Figos

             Bolo de Mandioca

        Bolo do Maputo

        Caldeirada de Cabrito

        Camarão com Alho

        Camarão Tigre Grelhado

        Camarões Fritos

        Caranguejo Recheado

             Cacana

          Caril de Camarão

           Caril de Galinha

           Caril de Galinha com Amendoim

  • Chiguinha

           Chima de Arroz

           Creme de Mandioca

  • Delícias de Camarão
  • Doce de Amendoim
  • Doce de Batata
  • Feijoada de Marisco
  • Fofos de Arroz

           Galinha à Cafreal

  • Galinha Abafada
  • Galinha com Amendoim e Caju
  • Galinha à Manduca
  • Galinha com Caju Verde
  • Guisado de Caranguejo

           Matapa (folha de mandioca ou couve com amendoim)

           Molho de Piri-piri

  • Patê de Miúdos
  • Pato com Bambu
  • Peixe à Lumbo
  • Sobremesa de Abacate
  • Sopa Rica de Mariscos

            Xima

            Cacana

            Matapa

  • Tihove
  • Xiguinha
  • Mbambane
  • Mucapata

[editar] Desporto

O jogador português Eusébio (nascido em Moçambique antes da independência) é o maior destaque do país, sendo avançado da selecção Portuguesa no Campeonato do Mundo de 1966, levando Portugal às semifinais. A atleta Maria de Lurdes Mutola ganhou 2 medalhas olimpícas nos 800 metros, uma medalha de bronze nas Olimpíadas de 1996, em Atlanta e uma medalha de ouro, nas Olimpíadas de 2000, na Austrália. Os desportos mais populares de Moçambique são basquete, futebol e atletismo. A jogadora de basquete mais famosa foi Clarisse Machanguana, que jogou na WNBA. A seleção moçambicana de futebol disputou 4 vezes a copa das nações africanas, e nunca disputou uma copa do mundo.

[editar] Feriados

 

DataNome em portuguêsNotas
1 de Janeiro Dia da Fraternidade universal Ano novo
3 de Fevereiro Dia dos heróis moçambicanos Em homenagem a Eduardo Mondlane
7 de Abril Dia da mulher moçambicana Em homenagem a Josina Machel
1 de Maio Dia Internacional dos Trabalhadores Dia do trabalho
25 de Junho Dia da Independência Nacional Proclamação da independência em 1975 (de Portugal)
7 de Setembro Dia da Vitória Em homenagem à assinatura dos Acordos de Lusaka
25 de Setembro Dia das Forças Armadas de Libertação Nacional Em homenagem ao início da luta armada de libertação nacional
4 de Outubro Dia da Paz e Reconciliação Em homenagem ao Acordo Geral de Paz
25 de Dezembro Dia da Família Natal

 

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